Salut tout le monde,
Depois de meses sem postar, resolvi bater a poeira e, criei coragem para escrever algumas poucas linhas para nosso blog.
Na realidade, não falta assunto, pelo contrário, diferente de muitas outras pessoas, que dizem que com o tempo não tem mais o que postar, pois mais nada é novidade, para nós cada dia, tem mais e mais novidades, as diferenças e curiosidades vão surgindo e sendo percebidas. Então, o que está nos faltando mesmo, é tempo!!!
Mais, um assunto que achei muito interessante, e que vivenciamos por esses dias, me trouxe aqui de volta, e vamos ao ponto:
Todo mundo sabe, que o modo de vida da América do Norte (EUA e Canadá), é grande e abundante, reflexo de anos de excesso e deturpação do American dream (AD). Sim, deturpação, pois o sonho americano, é a oportunidade de conseguir, riqueza, fartura e suas benesses pelo trabalho duro e continuo em uma terra de liberdades.
Mas, o que vê-mos hoje em dia, é uma grande parcela da sociedade, que quer as benesses do AD, mas sem arcar com a contra-partida do trabalho duro, as vezes por falta de empregos e bons salários também (é a realidade, não está fácil...), e vão vivendo, lastreados em cartões de créditos e empréstimos financeiros, que iludem, e dão uma ilusão de que podesse continuar vivendo na fartura e riqueza infinitamente.
Porém, a crise financeira de 2008, o estouro da bolha imobiliária, a dificuldade de reaquecimento da economia mundial, e queda dos preços das commodities, levou muitos norte americanos à falência, muitos perderam anos de economias, aposentadorias, e imóveis, muitos imóveis.
O estilo de vida super consumista foi afetado, ele continua aqui, isso é certo, mas as mudanças estão acontecendo, devagar, mais estão. Claro que é complicado, talvez possamos falar que estamos em uma época de transição, mais nada está ainda bem claro ou definido.
Muitos ecologistas e estudiosos do planeta falam que se todo o mundo atual, vivessem que nem o estilo de vida da América do Norte, precisariamos de 5 planetas para suprir a demanda desse. (Dados da Global Footprint Network)
Mas, isso está mudando? Claro, não facilmente e muito menos sem protestos. Mas, as pessoas estão procurando viver mais próximos de uma realidade condizente com suas reais capacidades financeiras, e evitando desperdiçar, contando que muitos ainda tem vergonha de não possuir uma casa enorme, uma caminhonete gigante, e ir fazer compras no costco, com suas mercadorias gigantes.
Isso, sem falar no próprio sistema governamental que incentiva esse estilo de vida, exemplo?
Morar em casa gigantes é um dos principios do AD, isso significa que você obteve sucesso na vida, e tem espaço de sobra para acumular tranqueiras. Ok, então, morar em casas menores, séria um passo para viver melhor, dentro dessa nova realidade econômica e com menos espaço para acumular tranqueiras.
Isso é um fato, algumas pessoas iniciaram está mudança, mas as construtoras e mesmo pessoas que resolvam construir sua casa pelas próprias mãos, vão se deparar com uma legislação, que determina, que uma casa não pode ser menor que 1000 pés quadrados, algo próximo à 92 metros quadrados, excluindo-se a área do porão, que quase todas as casas possuem, e são grandes quase sempre.
92 m2, é o mínimo de área construida que uma casa deve ter para ser aceita no plano de zoneamento urbano da cidade de Gatineau, mas, dificilmente você irá encontrar uma casa nova com menos de 1650 pés quadrados, algo como 150 m2, lembrando que nessa medida não está incluindo à área do porão, que é grande. O que sinceramente ainda é bem grande, para muita gente pelo mundo, inclusive para a maioria dos brasileiros, que estão comprando projetos do Minha Casa, Minha Vida, de apartamentos de até 37 metros quadrados, e casas de 42 m2.
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Casa popular canadense |
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Casa popular brasileira |
Um outro detalhe, é que você é obrigado a possuir jardim frontal de no mínimo 4 metros para casas aqui na cidade, mais área lateral de no mínimo 3 metros, mas, geralmente é maior. Resumindo, os terrenos devem ser grandes também, nada de lotes de 5 x 10, como estão sendo vendidos em muitas cidades brasileiras